Especialistas:
Dra. Carla Azevedo
Dra. Letícia Torres
Dra. Joelma da Silva
Dra. Cyntia Monteiro
Dra. Najla Ayanne
Ouvir vai além de captar um som. O cérebro precisa interpretar aquilo que o ouvido recebe, e é nesse processo completo — da captação à compreensão — que atua a Fonoaudiologia em Audição e Processamento Auditivo.
Se você já ouviu falar em DPAC (Distúrbio do Processamento Auditivo Central), pode ficar tranquilo: é o mesmo quadro que hoje chamamos de TPAC. A sigla mudou ao longo do tempo, mas a condição continua sendo a mesma — uma dificuldade do cérebro em interpretar corretamente os sons que o ouvido capta, mesmo quando a audição em si está normal.
Suspeita de TPAC? Agende uma avaliação auditiva completa.
O TPAC afeta a forma como o cérebro processa e interpreta o som — não a capacidade do ouvido de captá-lo. Por isso, muitas crianças e adultos com TPAC passam em exames auditivos convencionais e, mesmo assim, têm dificuldade real para entender fala em ambiente com ruído, seguir instruções faladas ou reter informações ouvidas.
A avaliação completa cobre dois níveis: a audição periférica (como o ouvido capta o som) e o processamento auditivo central (como o cérebro interpreta essa informação). O fonoaudiólogo audiologista é quem investiga os dois níveis e chega ao diagnóstico.
Especialidade Reconhecida pelo CFFa: Audiologia.
O exame de PAC combina testes comportamentais e eletrofisiológicos, aplicados em ambiente controlado. O fonoaudiólogo apresenta estímulos sonoros em diferentes condições — com ruído de fundo, em cada ouvido separadamente, em sequências rápidas — e avalia como o paciente reconhece, discrimina e retém o que ouviu. Antes disso, a audiometria e a imitanciometria confirmam que a audição periférica está preservada, isolando o processamento central como foco da investigação.
Para que serve o exame de processamento auditivo central?
Ele identifica se a dificuldade de compreensão, atenção ou aprendizagem tem origem em como o cérebro processa o som — e não em perda auditiva. É o exame que confirma ou descarta o diagnóstico de TPAC.
Existe tratamento para TPAC?
Sim. O tratamento é conduzido por treinamento auditivo, com exercícios que reforçam as habilidades de discriminação, atenção e memória auditiva, muitas vezes junto com estratégias de sala de aula e adaptações no ambiente de escuta.
Como melhorar o processamento auditivo?
O treinamento auditivo estruturado, com o fonoaudiólogo, é o caminho com respaldo clínico. Estratégias como reduzir ruído de fundo em casa e na escola e usar instruções curtas ajudam no dia a dia, mas não substituem a terapia quando o diagnóstico já foi confirmado.
O fonoaudiólogo audiologista realiza os exames, interpreta os resultados e conduz a reabilitação. Na Clínica Falar e Ouvir, nossa equipe acompanha esse processo do início ao fim, da avaliação ao tratamento.